31 janeiro, 2012

Sociedade

Acordei, acordei e percebi o quanto estava perdida, em quanto tempo passei acreditando não ser real.
No passado depositei desconfiança demais, no presente deposito amor, um amor que não acreditava possuir a capacidade de sentir novamente.
Um amor que transforma, transpira e conforta.


Tenho novamente a confiança de sorri sem pudor, ser a pessoa que sempre fui e camuflei com a mais bela máscara do falso bem estar.
Acredito nas formas doces de ver o mundo, acredito que todo ser humano guarda consigo o poder ensurdecedor da mudança.


Um potencial desmedido porém reprimido por egoísmo ou cegueira do poder, a bondade ainda existe, o que não existem são pessoas sinceras.



06 setembro, 2011

Antagonista


Eu te ouvi chorar, pela milionésima vez.
Dor, morte, agonia e rancor não me dominam mais.
Sei que o que te faz presente são os traços de felicidade existentes em mim.
Dependi de você por tempo irregular, por sugestão do passado.

Putrefar-se é o ato de se matar aos poucos,

Se deixar consumir por dentro numa dor agúda,
Mantendo com formaldeído o corpo na boa aparência.

Eu poderia descrever a minha vida em mil formas diferentes,

Uma para cada cor, uma para cada amor.
Não quero sua pena de mim, não quero nada de você..
Só quero tornar a sorrir, porque chorar..

Todo mundo não é o mundo todo,

O mundo é todo ao contrário do que queríamos que fosse,
Hipocrisia, palavra bonita, sentido deplorável.

Pequena criança, não me procure mais.

24 julho, 2011

Raízes de uma alma livre

Vozes de Outono ecoam por entre as folhas de maio,
Não podemos prever o futuro atravéz da clara luz penetrando os galhos.

Prendo-me a uma folha solta a dançar no vento, ou talvez, quisera eu ser a raíz de tal, momentaneamente presa a esta questão, me veio a mente que a liberdade adiquirida pela folha, me era mais adequada, ela ganhara os céus, livre de sua casa, de certo morreria seca dali a pouco, mas, vivera uma liberdade que as raízes não permitiam.

Precisamos abrir mão de algumas raízes, para ganharmos o mundo com liberdade, medo e uma confusa mescla de futura felicidade incerta.
A liberdade tem seu preço, O amor também.

16 maio, 2011

Sexta Feira 13

Áspero, é o som gutural que rompe por seus lábios.
Sorrisos, já não são mais tão comuns como de início.
Começava a acreditar que seu coração era pedra e pó, sem erosão heólica para lapidá-lo.
Semblante fosco, palidez mortal.
Fugiu-me o sangue ao deparar-me em tal situação, embaraçosa, a ponto extremo de encabular-me tocá-lo.


Oh! O que seria de mim? Presa a estas malditas lembranças, fotografadas para sempre em minha mente.
Dormirei? A ponto de descansar o corpo? Porque de certeza havia, que meu espírito jamais tornará a descansar.
Dispersa de meus devaneios futuros fui, por um raio do tempestuoso Junho, ao qual pude dar-me conta da faca empunhada, aveludada com a tua cor.


Por impulso, soltei-a, levando minhas mãos a face, exclamando um "Oh!" assustado, em seguida percebendo sua cor em minhas mãos, braços, pele.. Seu corpo agora dividido em várias carnes;
Corri a trancar-me em uma saleta cor de neve, a recordar o porquê de tudo. Lembrando-me de seus gritos e insultos, instigando minha maléfica vingança, julgando-me uma indefesa menina.
Empunhei a faca de trinchar, com um sorriso diabólico moldado aos lábios, sussurrei a meia voz macabra: "minha vez", Cortando-lhe de início ambos os braços, apavorado, corria, pintando agora a casa, com sua cor mundana.


Em seguida as pernas, impedindo-lhe a fuga, a cada passo e movimento alimentando o horror enclausurado em minhas veias, cortei-lhe os dedos, peitoral, deliciando-me com seus gritos, assim como você, quando se satisfazia cobrindo-me de escárnios e dolorosas agressões..


Acredito que minha expressão era deveras medonha, a ponto de olhar-me assustado, prossegui com minha imaginação, talhando-lhe pedaço por pedaço, retirando-lhe até a sua vangloriada masculinidade.. aah como diverti! E por fim, seu rosto, iniciando da boca até proximoa as orelhas, em ambos os lados.
Ao fim de minha reflexão vi meu radiante sorriso, a assombrosa mulher de fronte ao espelho, colorida de modo aveludado, sorria, estonteante, seus olhos brilhavam, era perturbador.. Insano.


Retornei a sala fúnebre, sem medo nem dor, apenas satisfação, arranquei-lhe o coração com destreza, queimando seu corpo e minhas vestes tingidas, juntamente com a casa. Peguei o carro, e dinheiro, armazenados pelo agora, ridículo habitante sobrenatural. Seu coração joguei aos abutres, que a princípio recusaram-se a comer tal "oferta", o que fez-me rir, gargalhar, na verdade.


Dei partida sem olhar para trás, em rumo ao desconhecido, sedenta de amor e sangue.
Ali nascia uma nova criança, em um mundo que jamais tornaria a dormir.. em silêncio!



05 maio, 2011

Pain

Existem momentos na vida, intensos e duradouros,
Momentos em que acreditamos ter encontrado a felicidade infinita,
E outros tão dolorosos como os primeiros, 
Mas se a dor é atribuída ao sofrimento e 
Os sofrimentos aos sofredores então
Sistematicamente nunca foram felizes e 
Se não foram felizes conheceram apenas a dor.

17 abril, 2011

Sorry, Or Not

Dói, dói mais do que a dor existente em mim, mas do que a dor que eu previ poder aguentar.
Dói saber que eu não dei o valor necessário, mas, será que foi mesmo culpa minha?
Culpa por viver minha vida? Não, não foi minha culpa, te amei como pude.
Perdão por te querer bem, perdão por me querer bem também.
Meu coração comporta o que minha mente não suporta mais, Criança singela embalada por seus braços, Deixei a porta mais confiável em mim se abrir a você, abrir não, e-s-c-a-n-c-a-r-a-r , errei por exagero por me entregar no desespero do seu amor. 
Hoje choro, sofro, engulo meu orgulho e você não me dá esperanças nem retorno, Cabe a você saber que o eterno é uma válvula, e tal como uma, as vezes elas travam e endurecem, eu não quero e não vou ser assim, a eternidade é moldada a minha maneira, AGORA é de mim que estamos falando,
Hei de sorrir novamente, só não sei se você fará parte desse sorriso outra vez, Baby.



05 abril, 2011

Fases

Observo o horizonte, fecho os olhos para que seus primeiros raios sejam absorvidos por minha fina camada corpórea. Sinto-me voar, o vento a me levar contra o sol, partindo-me em duas metades, o hoje e o ontem.

No ontem, havia dor, tédio, incompreensão ;
Sorria, embora a Dor me fosse agúda, fazendo me segundos meu coração em pedaços.
Alegráva-me, embora o Tédio fosse como alcool destruindo meus ligamentos nervosos a cada palavra, sucumbindo-me em um coma desperto.
Questionava, embora respostas nunca me fossem dadas, Imcompreensão.

No hoje, eu nem sei quem sou, quem quero ser, o que fazer ou onde ir,
Posso enfim por um instante acalentar-me desse doce desafio ao qual apelidamos viver.
E porque não amar?
Amo, tudo que um dia não pude ter, porque deles posso tirar a ansiedade da memória e dos sonhos inimagináveis.
Desejo, tudo que poderei ter, porque me sinto completamente inebriada de loucura, imersamente confusa em por onde começar.
Adoro, a sensação de dúvida, o nó na garganta e o suor nas mãos, as pupilas dilatadas, a língua enrolada e o gosto de nervosismo na boca.
De repente o coração para, e então, sei que chegou o fim da agonia prazerosa, regada de risos, canções e amor, a-m-o-r.
Cada letra compondo uma palavra, uma palavra com gosto de indefinição.


I-n-f-i-n-i-t-o